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segunda-feira, 6 de julho de 2009 |
| Telefônica: audiência pública da Câmara discutirá falhas em serviços |
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara vai realizar, na próxima terça-feira (7/7), às 14h30, em Brasília (DF), audiência pública para discutir os problemas que levaram às panes ocorridas na rede da Telefônica recentemente, tanto do Speedy, serviço de acesso à internet em banda larga, quanto da telefonia fixa.
Entre os convidados que já confirmaram presença, estão o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente; o diretor-executivo da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), Roberto Pfeiffer; o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente; o ouvidor da Anatel, Nilberto Miranda; e o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Hélio Graciosa. A audiência pública foi solicitada pelo deputado Julio Semeghini (PSDB-SP).
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Nesta quinta-feira (2/7), o Speedy apresentou problemas de conexão mais uma vez. A nova instabilidade se deu cerca de uma semana após a Telefônica ter anunciado a antecipação de investimentos para solucionar os inúmeros problemas que o Speedy vem enfrentando no último ano. De acordo com a operadora, a soma aplicada nos próximos meses chegaria a 70 milhões de reais.
A informação é uma tentativa da empresa de retomar as vendas do serviço, proibidas desde 23/6 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por tempo indeterminado, devido aos problemas que o Speedy vem apresentando.
A mais séria das falhas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.
Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.
No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.
Uma reportagem da COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.
Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço. |
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